domingo, 24 de fevereiro de 2019

PRIORIDADE PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL


Todo início de ano letivo há a repetição de inúmeros problemas que vão prejudicar o já débil desempenho da educação brasileira. Em 2019 não há novidades: Estados e Municípios não fizeram o dever de casa e há escolas em condições precárias, alunos sem escolas e escolas sem alunos, faltam professores, os livros didáticos não chegaram a tempo, a merenda também  falhou, o transporte funciona mal, a violência aumenta o absenteísmo em várias regiões  e assim por diante...
Foi assim também em 2014, quando o déficit de professores aparecia como o principal problema para o início do ano letivo na educação básica brasileira. 
Resolvi então, à época, escrever alguns blogs contendo ideias acerca do recrutamento de professores qualificados, de incentivos para a profissão docente e de ações emergenciais para sanar a falta de mestres em geral.
As datas dos escritos e seus títulos, disponíveis para os interessados no tema, são:
1.PROFESSOR TALENTOSO: ESSENCIAL NA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE: 17/02/2014
Um programa de TV dedicado inteiramente à educação e com ingredientes capazes de torná-lo popular, com  grande audiência, seria uma vitrine maravilhosa para as boas práticas do setor e um incentivo excepcional para o professorado.
2. SOS PROFESSOR SENIOR: 19/02/2014
Ter um corpo docente de reserva, pronto para atender emergências e que não pesasse nos cofres públicos a longo prazo, seria extremamente valioso para evitar surpresas em qualquer fase do ano letivo. Professores aposentados, ainda atualizados e desejosos de continuar a trabalhar como intermitentes, de acordo com a nova legislação laboral, podem formar esse grupo apto a suprir as lacunas já habituais nos sistemas de ensino.
3. PROFESSORES TALENTOSOS SÃO CELEBRIDADES: 21/02/2014
A conquista de talentos, para o exercício do magistério em nossa educação básica pública, encontra uma barreira inicial na situação desfavorável  em que a maioria dos professores exerce atualmente essa profissão. E esse  fato é muito divulgado pela mídia. Outras profissões, em que a maioria dos trabalhadores encontra dificuldades pessoais semelhantes, conseguem atrair grandes quantidades de pretendentes. Pela natureza dessas profissões, o diferencial parece ser a exposição quase exclusiva e exaustiva apenas daqueles que são bem sucedidos, viram celebridades que os jovens querem imitar. Professores de ponta, com uma missão social tão importante, bem que merecem o status de “celebridades”, que nunca lhes é dado. Mudar talvez seja uma solução para a falta de prestígio da carreira docente. 
 Existem profissões com maiores ou menores atrativos. Há, inclusive, aquelas que sofrem rejeição, como é o caso da carreira de professor de educação básica no Brasil atual. O professor talentoso, bem formado e motivado, é um fator de primordial importância para a educação de qualidade. Mas os jovens brasileiros talentosos não se imaginam dando aula numa escola pública de ensino básico.  Mas um bom programa de  TV dedicado exclusivamente à educação  pode mudar essa percepção negativa.                                                                                                
4. MONITOR DE HOJE É O PROFESSOR DO AMANHÃ: 24/02/2014
Monitor! Aí está uma velha ideia que ainda cabe nestes tempos de escassez de vocações para o professorado. A busca de talentos para o magistério deve começar desde cedo, no próprio ambiente escolar – o mais propício para o recrutamento e a seleção de jovens motivados para o exercício da profissão. Dentro dessa perspectiva, a instituição, nas escolas públicas de nível médio, da figura do “aluno-monitor” (ou simplesmente monitor), pode contribuir para a renovação dos respectivos quadros docentes.
Quem sabe se algum Secretário de Educação em apuros abraça alguma dessas ideias?

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

UM PROJETO PARA A PRIMEIRA DAMA


Está bem claro que a Sra. Michelle Bolsonaro deseja influir na melhoria da qualidade de vida da população que tem algum tipo de deficiência. Uma escolha que certamente merece prioridade, no âmbito do Ministério da Cidadania.
Evidentemente, há vários caminhos meritórios para que a Primeira Dama concretize a nobre missão a que se propõe. Mas em função de minha experiência, quando fui Subsecretário-Adjunto de Trabalho e Renda no Rio de Janeiro, de 2003 a 2006, sugiro um projeto que me parece ter um custo razoável e um benefício elevado: a qualificação profissional e a colocação no emprego das pessoas com deficiência.
A legislação prevê que as empresas tenham que empregar deficientes, obrigatoriamente, em  sua força de trabalho, em um percentual  variável em função do número de seus  empregados. As empresas que não conseguem cumprir essa legislação alegam que faltam candidatos com a qualificação necessária para preencher as vagas existentes.
O projeto proposto visaria exatamente eliminar esse déficit de formação para o trabalho da população com deficiência.
O primeiro passo para sua implementação consistiria na análise de ocupações mais adequadas para os candidatos, segundo seu tipo de deficiência. Essa análise permitirá, inclusive, descobrir que  em certos casos específicos há vantagens, em termos de produtividade, na admissão de portadores de deficiência sobre os demais trabalhadores.
O segundo passo seria dimensionar a demanda local para cada tipo de ocupação, de modo a quantificar o número de treinandos que frequentarão  cada curso.
A terceira etapa consistiria em recrutar e selecionar os candidatos ao treinamento, sendo conveniente utilizar entidades que habitualmente já desenvolvem atividades com essa clientela especial.
A seguir, qualificados, esses trabalhadores devem ser encaminhados ao emprego pelos Balcões ou Agências mantidos pelos Governos Estaduais e algumas Prefeituras de maior porte. Essas instituições podem estabelecer mecanismos de acompanhamento dos portadores de deficiência que forem colocados nas empresas, de modo a aperfeiçoar o projeto em suas diversas etapas.
O emprego é um dos meios mais eficazes para alcançar o desenvolvimento sócio-econômico  da população e essa é a meta maior do Governo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

RESISTÊNCIA TEM NOME: TULLIUS DETRITUS


Na política suja funciona assim:
1.       o bandido  está no poder mas quer mais -  ambiciona o poder absoluto;
2.       o bandido corrompe, suborna, chantageia e mente – faz qualquer negócio;
3.       poder absoluto corrompe absolutamente e o bandido é descoberto  - até pelo povão;
4.       o bandido perde o poder absoluto - vai se contentar com o que sobrar;
5.       não sobra nada - seus cúmplices também são repelidos;
6.       fora do poder, a solução é adotar um nome nobre:  resistência!
Para o bandido, a forma de resistência que melhor cabe em seu caráter é a intriga. Tullius Detritus sai das estórias de Asterix e entra em cena. Nisso, é craque: em um só tweet  consegue intrigar e caluniar até quatro inimigos.
Mas há vários Tullius Detritus por aí: explícitos no Congresso, aparelhados no Executivo, embuçados no Judiciário, subvencionados na grande mídia, nos blogs pagos, nas redes sociais, em todos os cantos...
Logo pela manhã, a mídia suja tenta intrigar Bolsonaro e Mourão; ontem, provocavam os ciúmes entre os filhos do Presidente; anteriormente jogaram Lorenzoni contra Guedes; e há muitos outros Chalaças de plantão.
Espero que os atuais detentores do poder se comportem como estadistas e não ouçam as intrigas sórdidas da resistência, ostensiva ou disfarçada de “amigos”. E vou inspirá-los, contando uns fatos históricos que presenciei de perto.
O Presidente Castello Branco nomeou Roberto Campos seu Ministro Extraordinário para o Planejamento e Coordenação Geral. Roberto Campos tinha um papel proeminente no Governo, por força do exercício de sua função de coordenação geral. Agindo quase como um Primeiro Ministro, logo despertou inveja e os detratores da Revolução de 1964 viram aí uma oportunidade para a intriga. Que eu saiba, na única vez que tentaram lançar a cizânia entre os dois, junto ao Presidente Castello Branco, sua reação foi tal que desencorajou qualquer outra  até o fim de seu Governo. Castello Branco era um ESTADISTA!
Vi de perto, também, as tentativas de lançar Octavio Gouveia de Bulhões contra Roberto Campos e vice-versa. Fracassadas! Os dois eram grandes amigos, fizeram uma obra reformista inigualada até os dias correntes. Dois estadistas!
Anos mais tarde, a imprensa opositora começou a divulgar insistentemente que o Ministro Chefe da Casa Civil, Golbery do Couto e Silva, era quem efetivamente mandava no Governo Figueiredo. Foi a preparação da resistência de então. O talento político e o profundo conhecimento do país davam ao Ministro Golbery uma natural liderança intelectual nas ações governamentais e essa atuação foi convenientemente explorada por seus inimigos junto ao Presidente Figueiredo.
Em outra onda de intrigas, conflitando  os Ministros “gastadores” com o guardião das chaves do cofre – que era o Ministro do Planejamento, Mário Henrique Simonsen – Tullius Detritus já tinha tido sucesso e Simonsen pediu demissão. Golbery, seu defensor, não tardou a perder poder e o cargo. Faltou ESTADISTA no Governo, encerrado melancolicamente.
Espero, para o bem do Brasil, que Bolsonaro, Mourão, Moro, Guedes, Lorenzoni  etc sigam os exemplos de Castello Branco, Campos e Bulhões.
COMPORTEM-SE  COMO VERDADEIROS ESTADISTAS

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

POSSE DE ARMA OU PORTE DE SMARTPHONE?


O que é mais ameaçador: posse de arma ou porte de smartphone???
Em  1966 eu trabalhava no IPEA (Ministério do Planejamento), chefiando seu Setor de Educação e Mão de Obra, quando recebi a visita de um especialista da UNESCO que dava assistência técnica ao INEP, órgão de estudos e pesquisas do MEC. Era o belga Jacques Torfs  com o qual, desde esse primeiro contato, foi nascendo uma colaboração profissional muito proveitosa para a educação brasileira. E para mim: aprendi muito com Jacques, além desse convívio resultar em grande amizade entre nós e nossas famílias. Ele viera para o Rio com sua Claudine e três filhos – todos pessoas  adoráveis.
Um dos trabalhos mais importantes desenvolvidos por Jacques, com a minha modesta ajuda, foi a elaboração de um projeto visando a injeção maciça e rápida de novas tecnologias educacionais no Brasil. Consistiria em dotar nosso país de um satélite de comunicações com capacidade para transmitir até seis canais de televisão e atingir todo território pátrio. A ideia era implantar o ensino a distância e o suporte à educação presencial, desde a alfabetização até o ciclo básico das Universidades, com cinco canais de TV, reservando o sexto para as rádios educativas. Durante as madrugadas o satélite seria utilizado para a transmissão de dados e outros fins, garantindo sua viabilidade econômica. O projeto custaria US$ 30 bilhões em 20 anos, aí incluídos o satélite e seu lançamento com os seguros correspondentes, todo equipamento de recepção de TV e rádio em terra, além da maciça produção dos programas que seriam veiculados para todo o sistema educacional.
Defendi esse projeto junto às autoridades brasileiras desde o fim dos anos 60 até o dia em que o expus ao Presidente Geisel, dois meses antes de sua posse, em 1974, recebendo sua opinião contrária. Nessa última tentativa meu argumento mais forte era que o Brasil tinha uma educação sofrível  mas  produzia uma televisão das melhores do mundo, veiculada para  95% dos lares do país, o que mostrava a aprovação da população. E até hoje continuamos mantendo uma educação pública de má qualidade e produzindo programas de TV do melhor nível, repetidamente ganhadores de prêmios internacionais dos mais respeitados.
O Brasil perdeu assim, na década dos 70, a grande oportunidade de injetar qualidade em seu sistema de ensino, rapidamente e a um custo  razoável, utilizando a televisão. Hoje, os tempos são outros e as redes sociais, que nos chegam pelos telefones celulares,  conquistaram a unanimidade nacional.
Em 1992 houve outra oportunidade de utilizar a TV para melhorar a qualidade de nossa educação: Walter Clark, um gênio midiático, assumiu a Presidência da Fundação Roquette Pinto, nomeado pelo Presidente Collor. Walter começou a realizar um excelente trabalho na TVE e coincidentemente me convidou para dirigir o SINRED (Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa). Fiquei até a demissão de Walter, ocorrida quando Itamar Franco assumiu a Presidência da República. Seu Ministro da Educação, Murílio Hingel,  prestou esse desserviço ao Brasil, atendendo ao pedido dos Senadores Francisco Dornelles e Paulo Alberto Monteiro de Barros que colocaram no cargo o jornalista Paulo Branco – que realmente honrou o nome e passou em branco pelo órgão. Claro que pedi demissão, assim que Walter foi exonerado. E mais uma vez a TV saiu dos planos da educação brasileira, infelizmente até hoje mergulhada na mediocridade.
Quando eu falava na excelência da TV brasileira, o que me vinha  à cabeça  era   o que se convencionou chamar de “padrão Globo de qualidade”, implantado exatamente por Walter Clark e depois sustentado por Boni. E que até hoje, apesar da crise ética e política da rede, se mantém em alguns programas de alto nível como o Globo Rural, Via Brasil, Pequenas Empresas e Grandes Negócios, Como Será etc os quais farão grande falta - se o suicídio jornalístico gradual da rede se mantiver e chegar ao desfecho que se está desenhando.
Walter Clark costumava me dizer que a Globo era perdulária e reclamava principalmente dos custos exagerados de algumas novelas. Não é a primeira vez que o endividamento excessivo vitima  o sistema. Já nos anos 90 houve uma crise financeira  séria e a falência foi evitada pela venda de ativos associada ao socorro governamental. Agora, além das finanças combalidas, a rede Globo foi tomada pelos militantes de esquerda que veiculam insistentemente mentiras e meias verdades que nem os mais fanáticos admiradores da glamorosa TV estão aguentando. As audiências despencam, a cobrança de títulos é incessante, os anunciantes estão debandando - até porque estão com suas marcas sujeitas ao boicote do povo – mas a cruzada contra o novo Governo continua cada vez mais radical. E ridícula... pois seu jornalismo perdeu totalmente a capacidade de autocrítica.
A essa decadência específica soma-se um fenômeno genérico: a supremacia das redes sociais sobre a grande mídia, o porte onipresente do celular em todas as latitudes.
Quando estavam no poder, nos últimos 22 anos, as esquerdas, em vez de coibir sofregamente a posse de arma deveriam ter proibido o porte do smartphone! Perderam as eleições! 
Aliás, como escrevi em blog de 2017, creio, o Ministério da Educação deveria manter um grupo técnico permanente de alto nível, encarregado de criar e aperfeiçoar uma “pedagogia do celular”, utilizando-o intensivamente, dentro e fora da sala de aula, com programas educativos atraentes. Se assim não o fizer estará repetindo o erro fatal, cometido com a TV nos anos 70.



segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

EDUCAÇÃO OPRESSORA



Ao abrir e assistir ao vídeo acima o leitor desvenda os caminhos obscuros que a educação brasileira percorreu nos últimos 22 anos de governos esquerdistas que aparelharam nossas escolas em todos os níveis, preparando a tomada do poder pelos opressores comunistas, cujas experiências fracassaram em todo mundo, em todos os tempos. Gostaria muito de saber o nome da brilhante professora, que em sua sábia fala, desmascara o charlatanismo de Paulo Freire e seus seguidores – melhor seria dizer cúmplices.
Teremos muito trabalho para desfazer a escravização das mentes jovens pelos professores militantes de esquerda - esses verdadeiros terroristas do espírito.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

SOS SISTEMA S!

A equipe econômica do Presidente Bolsonaro tem uma difícil missão pela frente: a necessidade urgente de fazer um ajuste fiscal de grandes proporções exige a fixação criteriosa de prioridades e esta pressupõe a elaboração expedita de diagnósticos precisos. Estudos desse teor, porém, geralmente são incompatíveis com a urgência que se requer agora. Erros podem ser cometidos se não houver extrema cautela.
Trabalhei no Ministério do Planejamento de janeiro de 1965 até 1972 e constatei uma grande dificuldade nos primeiros tempos da instituição: havia um vazio quase total de informação e quadros técnicos muito deficientes no serviço público. Nessa situação, consertar o  avião em pleno voo é sempre penoso e perigoso. Foi por esse motivo, aliás, que o Ministro Roberto Campos logo de início deslanchou uma abrangente Reforma Administrativa do Governo Federal e no caso de seu Ministério o dividiu, após um ano, em dois grandes núcleos: o Gabinete do Ministro, para cuidar dos problemas urgentes, de curto prazo, "apagar incêndios" e tocar o dia a dia; e o IPEA (então EPEA), surgido em 1965 para pensar o futuro, fazer estudos e pesquisas e não ser atropelado pelas crises cotidianas. Funcionou muito bem.
Claro que foi muito difícil, também, porque em 1964 não havia equipe de transição como agora: os  que estavam anteriormente no poder sumiram todos.
Apesar daqueles muitos fatores impeditivos da construção de um planejamento criterioso, de longo prazo, como desejava o Ministro Roberto Campos, o IPEA se saiu bem. Trabalhando intensamente, elaboramos os Diagnósticos Setoriais e a seguir o Plano Decenal do Governo Castello Branco - nada fácil! Foi quando enfrentei a época de minha vida profissional mais árdua, sistematicamente levando tarefas para casa e dedicando 10 a 12 horas diárias ao trabalho. Folga... só para jogar o Campeonato Carioca de Voleibol da 1a. Divisão pelo Fluminense!!!
A futura equipe econômica não terá a mesma dificuldade: alguns de seus seus antecessores no Governo Temer já fizeram um bom trabalho, após o tsunami de incompetência e irracionalidade herdado do Governo Dilma. E muitos desses craques continuarão na equipe de Paulo Guedes.
De qualquer modo a tarefa é gigantesca e exige cautela redobrada.
Ao assistir as colocações de Paulo Guedes sobre os cortes no Sistema S  lembrei daquele período, logo após a Revolução de 31 de março de 1964 e senti a necessidade de uma reflexão a respeito.
Não é a primeira vez, aliás, que o Sistema S se sente ameaçado por alguma autoridade importante.
A diferença é que das outras vezes havia um componente ideológico claro: a não aceitação de que a iniciativa privada gozasse de autonomia para gerir verbas que lhe chegavam compulsoriamente por força de uma legislação federal. Os inconformados eram os esquerdistas e os estatizantes. Eu estava no IPEA quando o Ministro do Trabalho, Coronel Jarbas Gonçalves Passarinho - da ala estatizante do Exército - ensaiou movimento nesse sentido. Inclusive ajudei na reação a essa pretensão e o Sistema S saiu incólume da investida.
Agora é um liberal - Paulo Guedes - que considera excessiva a taxação do trabalho no Brasil, dificultando o aumento do emprego formal e tende a optar pela redução de parte dos R$ 18,6 bilhões anuais  carreados do setor produtivo para o Sistema S, para obter, também, uma ponderável contribuição ao ajuste fiscal que tem em mente. Voz de muita credibilidade técnica, merece respeito...
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O segmento do Sistema S que atua na área social e cultural tem sofrido críticas pesadas e robustas pela realização de alguns investimentos injustificáveis em marketing e pelas obras suntuárias e atividades elitistas, pouco adequadas à maior parte do que deveria ser a sua clientela prioritária.
Outra verdade evidente é que no caso do Rio de Janeiro a FECOMERCIO está sendo acusada, com provas irrefutáveis, de ter praticado corrupção em grande escala, durante muitos anos, sob o olhar complacente da Confederação Nacional do Comércio. Episódios como esse enfraqueceram o Sistema S como um todo, o qual administra - sob confiança e com liberdade plena - o dinheiro suado do trabalhador brasileiro. Paulo Guedes mira, é claro, os recursos destinados a esse gasto perdulário.
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O outro segmento do Sistema S, que atua na qualificação de recursos humanos "lato sensu", provavelmente será poupado do corte - mas ainda assim deve sofrer algumas modificações.
Sou do tempo em que os cursos de SENAI e SENAC eram gratuitos. E assim deveriam ter continuado. Primeiro, pelo fato de receberem recursos compulsoriamente, atribuídos por uma legislação imposta pelo poder público; e depois por atenderem a trabalhadores de cuja qualificação vai depender exatamente a melhoria da produtividade de seus setores econômicos.
Afora essa tremenda contradição da cobrança por seus cursos, há alguns pecadilhos conjunturais, menos imperdoáveis, ocasionados talvez pela necessidade incômoda de conviver com os governos populistas de esquerda Sua contribuição para a economia de nosso país, porém, é inegável e sua performance, em geral, bastante superior aos diversos ramos e modalidades de nossa deficiente educação pública.
 Para chegar facilmente a essa conclusão basta comparar os excelentes resultados que os alunos do Sistema S conseguem na competição mundial denominada WORLD SKILLS com a pífia figura dos estudantes brasileiros de educação geral no teste PISA da OCDE. Na WORLD SKILLS os brasileiros conquistam muitas medalhas de ouro, prata e bronze, além de diplomas de excelência: é o Sistema S, granjeando grande prestígio internacional. No teste PISA, ao contrário, ficamos sempre nos últimos lugares na comparação com os demais países participantes, nossa educação sendo estigmatizada, ao nível mundial, como de má qualidade.
Quando do último "apagão de mão de obra" sofrido pelo país, foi o Sistema S que manteve a formação de trabalhadores qualificados necessários para evitar um colapso do parque produtivo. Os cursos do Ministério do Trabalho e do MEC revelaram sua precariedade.
A equipe de Paulo Guedes, ao examinar o custo-benefício das opções disponíveis para a qualificação profissional no Brasil, vai tomar a decisão mais adequada.


domingo, 9 de dezembro de 2018

EL CID DE PIERRE CORNEILLE


 Todo vencedor de grandes batalhas deveria ter ao seu lado, sempre, um assessor (ou empregado ou escravo) para cochichar ao seu ouvido, várias vezes ao dia, a célebre frase de Corneille, no seu Cid: “ton bras est invaincu mais non pas invincible”.
Bolsonaro ganhou uma eleição impossível e se “está se achando” por causa dessa vitória, o desastre não tardará a chegar... Capitão: os invictos não são invencíveis! Ouça Corneille, antes que seja tarde!
Napoleão quis vencer o Marechal Inverno e foi soterrado pela nevasca russa. Hitler quis suplantar Napoleão, abriu a segunda frente e se afogou na mesma neve do “Pequeno Corso”.
Nos dois últimos dias Bolsonaro – campeão das redes sociais - está levando uma surra da grande mídia que não o perdoa por tê-la vencido nas eleições presidenciais e por saber que suas combalidas finanças não mais terão o dinheiro fácil dos bancos oficiais, o que significa falência à vista, fim dos salários nababescos, Lei Rouanet só para quem está começando e assim por diante!
Surra imerecida, por algo totalmente irrelevante, de um incerto malfeito de um assessor do filho na Assembleia de Todos os Pecados do RJ que movimentou 1 milhão no Estado em que o Governador roubou 1 bilhão e ninguém desconfiou durante décadas!
Bolsonaro precisa, URGENTE, de um Setor ou Secretaria ou Ministério da COMUNICAÇÃO SOCIAL para não ter que se expor a idas e vindas incômodas. Aprenda Capitão: à mulher de César não basta ser honesta; precisa parecer honesta!
Bolsonaro e sua turma, recém-chegados ao poder, têm muito a aprender com a Revolução de 31 de Março de 1964, em que encontramos o Brasil tão destruído quanto está agora, após estes últimos  14 anos dos insaciáveis e incompetentes gafanhotos petistas e 8 anos de FHC - o Kerensky tupiniquim, social-democrata de punhos de renda e ”boca de galocha” que propiciou a subida de Lula ao poder.
Roberto Campos, assim que assumiu o cargo de Ministro Extraordinário do Planejamento e Coordenação Geral, nomeado pelo Estadista e Presidente Marechal Humberto de Alencar Castello Branco (eleito pelo Congresso), tratou de contratar um time de jornalistas de alto nível: Oliveira Bastos, Wilson Figueiredo, o casal Gurjan etc etc. Foi assim que enfrentou as críticas diárias dos interesses contrariados, estampadas em todos os jornais e venceu o duelo de debates contra Carlos Lacerda (até então invicto, Presidente Bolsonaro – aprenda!).
Mas a grande mensagem para nosso valoroso futuro Presidente vem da criação da AERP e da notável passagem do militar Otávio Costa pela chefia dessa importante instituição. O coronel Otávio Costa foi um craque da Comunicação Social, feita em alto nível, sem mentiras e subterfúgios. Pena que não mais esteja aqui para ensinar ao nosso Capitão! Bolsonaro tem que encontrar alguém desse calibre!
Ainda há tempo, Presidente, para se salvar da competência sem ética da mídia selvagem.
TON BRAS EST INVAINCU MAIS NON PAS INVINCIBLE

VIAGEM AO PASSADO

O Irã está na moda e minhas recordações daquele país mais vivas do que nunca... Estive no Irã em 1976, para participar da Conferência In...