sábado, 30 de março de 2019

31 DE MARÇO BIPOLAR



Na data de 31 de março importantes acontecimentos marcaram minha vida.
Foi na manhã de 31 de março de 1981, enquanto trabalhava, que recebi o telefonema de um funcionário subalterno do MEC comunicando, a mando do Ministro da Pasta, que meu mandato de Presidente do MOBRAL expirara e que eu não seria reconduzido.
Era a minha demissão após 16 anos de trabalho no Governo, 9 dos quais no MOBRAL. Ato  deselegante, totalmente fora do protocolo usual. Longe de me diminuir, essa desfeita teve exatamente o efeito contrário  porque foi interpretada majoritariamente como a falta de uma justificativa razoável  e sincera para minha demissão - o MOBRAL era um sucesso indiscutível. Outra versão era que não teriam, as autoridades do MEC, a coragem suficiente para encarar-me, no derradeiro “tête a tête” protocolar. Muito desonroso para um General e um Coronel que exerciam respectivamente os cargos de Ministro e Secretário-Geral   do MEC. Esse ato de força daquelas autoridades - o tempo mostrou - não foi nada bom para suas biografias e para o Governo Figueiredo. Naquele momento o MOBRAL perdia sua independência e autonomia, conquistada por meio de um trabalho competente, vitorioso, reconhecido internacionalmente – o MOBRAL, com o aval da UNESCO, deu assistência técnica a 23 países, dois dos quais chegaram a implantar órgãos alfabetizadores seguindo o modelo brasileiro. O MOBRAL era um programa que honrava o Governo da Revolução!
Confesso que 31 de março de 1981 não foi um dia agradável em minha vida.

Em contrapartida, houve  um outro 31 de março maravilhoso: o de 1964! Foi um dia de gloria... Em que ajudei a vencer os bandos de desordeiros que queriam transformar nosso país em um satélite do fracassado regime comunista internacional.
Como Roberto Campos bem definiu, em uma entrevista à TV, com a costumeira sabedoria, o que aconteceu naquele dia foi uma  Contrarrevolução, reagindo à ameaça de implantação de um regime ditatorial de esquerda, à semelhança da Cuba de Fidel Castro e Che Guevara, dois assassinos frios, adeptos respectivamente do “paredón” e do tiro na nuca.
Ao contrário do que dizem os mentirosos – que nos últimos anos tentaram mudar a História do Brasil – o que ocorreu foi realmente uma Revolução, com apoio decisivo das Forças Armadas. A participação maciça de civis como eu é indesmentível: antes, milhões de brasileiros comuns caminharam pelas ruas, pedindo  a intervenção  salvadora dos militares; a 31 de março e no dia seguinte,  milhares de cidadãos civis, corajosamente, voltaram às ruas para arriscar suas vidas e combater os que se opusessem às tropas revolucionárias – o que felizmente não ocorreu.
Após a subida de Jango Goulart ao poder, a situação no Brasil foi ficando irrespirável. Eu não me conformava com o descalabro, a corrupção, a desordem e a visível tentativa de se implantar uma ditadura comunista em nosso país, no modelo cubano ou similar. Como jogador de voleibol de nível internacional eu conhecia bem como funcionavam  o “paraíso soviético” e suas filiais: falta de liberdade, opressão, miséria e a sensação de impotência absoluta frente à repressão selvagem do regime brutal.
Resolvi agir. Eu era jovem e preferia  correr todos os riscos para não viver (se é que isso é viver...) sob a ditadura comunista. Era recém-casado. Marisa e eu optamos por ter filhos depois de alguns anos, com a vida já estabilizada. No dia 1º. de abril Marisa me acompanhou ao Palácio Guanabara, onde Carlos Lacerda estava entrincheirado, disposto a tudo. Mas deu certo e vencemos. E o Brasil, até então um gigante adormecido, foi transformado na 8ª. Potência econômica do mundo, pela ação dos Governos militares.
Comemorar a Revolução de  31 de março de 1964 é um ato legítimo dos que lutaram pela liberdade e pela salvação da pátria amada.
Será um dia para vestir verde e amarelo e sobretudo para agradecer a decisiva  intervenção democrática das Forças Armadas.

sexta-feira, 22 de março de 2019

ÁRVORE DÁ VIDA

Em Portugal há uma oliveira com 3.350 anos de idade. Feliz árvore lusitana! Pois se tivesse nascido no Rio de Janeiro não completaria tantas primaveras e certamente não sobreviveria ao último verão.
Quase 600 árvores tombaram na chuvarada de fevereiro de 2019 no Rio de Janeiro – uma perda irreparável.
Sou do tempo em que se comemorava o Dia da Árvore a 21 de setembro, no prenúncio da primavera. Nesse Dia, crianças e jovens aprendiam que árvores são seres também vivos,  da maior importância para a sustentabilidade da Terra e  plantavam suas mudas, em busca de um futuro melhor para seus pósteros e o planeta.
Um dia, muito espantado, ouvi um garotinho dizer que “as pessoas odeiam os bichos e as árvores: prendem os bichos ou os matam; cortam os galhos das árvores ou as derrubam...” Infelizmente a franqueza dos inocentes costuma acertar em cheio: vivemos em uma sociedade que se suicida, marchando célere para afogar-se em sua própria sujeira. E parte desse suicídio está no aniquilamento das pobres árvores, que nos dão ar puro, sombra, frutos, flores e embelezam o planeta. Além de servir de abrigo a outros animais, indispensáveis para a harmonia da Natureza.
O Rio de Janeiro, em uma chuvarada só, perdeu mais de 500 árvores! Culpa do vento? Não precisamente! Senão vejamos.
No Rio de Janeiro, nossa concessionária de distribuição de energia elétrica, a LIGHT, nos cobra uma das mais caras tarifas do mundo! Em média,  mais de  R$ 1,10 por kWh, apesar de termos uma das matrizes energéticas mais favoráveis desse mesmo mundo. Nossas contas de energia elétrica são imorais. Ainda assim, a LIGHT opera com uma rede predominantemente aérea (85% do total)  – e portanto inadequada. A rede aérea faz com que os apagões – extremamente danosos à população e à economia  – sejam constantes e prolongados, por força de previsíveis curtos circuitos causados pelos galhos das árvores que balançam com os ventos mais fortes. Para tentar remediar esse problema – e não resolvê-lo, como devia ser – a LIGHT manda suas equipes proceder à poda irracional das árvores, que é feita com um único critério: cortar todos os galhos que possam tocar os cabos elétricos. Resultado: não são respeitados os  ciclos vegetativos das plantas nem os períodos de reprodução dos pássaros e o atingimento desse objetivo perverso acarreta a poda mortífera e defeituosa. Retiram todos os galhos que ficam do mesmo lado que os fios elétricos e deixam intactos os do outro lado, gerando um desequilíbrio que vai redundar, a médio prazo, no  tombamento da árvore. A legislação municipal (Plano Diretor de 2011) manda que a LIGHT enterre sua fiação,  mas trata-se de uma daquelas “leis que não colaram”! A LIGHT recorreu aos tribunais e estamos há anos nessa pendência, com o emaranhado de fios causando insegurança à população e poluindo o visual da Cidade Maravilhosa.
Além da turma da cadeira elétrica (aquela caçamba em que os operários da LIGHT decepam os troncos e galhos das árvores lá no alto), no caso do Rio de Janeiro ainda há mais uma milícia colaborando para a morte das árvores, por meio da poda predatória: as equipes da COMLURB – Companhia de Limpeza Urbana do Município.  O Prefeito da gestão anterior tirou de Parques e Jardins a atribuição de cuidar das árvores da cidade e passou-a à COMLURB. Em outras palavras: quem amava nossa flora foi substituído por quem vê, nas árvores, um incômodo acréscimo de trabalho, por causa das folhas e galhos que caem e devem ser varridos e removidos. Resultado: mais podas selvagens, que matam e deformam em vez de revigorar e assegurar um crescimento sadio...
A essas mazelas soma-se a mania de fazer das árvores prisioneiras de canteiros cimentados à sua volta, confinando-as, privando-as do solo e da água, indispensáveis  para sua sobrevivência e com raízes que não conseguem fixar as plantas firmemente à terra. 
Finalmente, o vício de origem: escolha de espécies e variedades erradas para plantio nas zonas urbanas. No Município de Campinas, São Paulo, há mais de 50 anos a Prefeitura só planta as árvores que melhor se adaptam às condições da cidade. Um exemplo fácil de seguir.

 Acabo de ler, no site da Harvard Medical School, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos  mostrando que o verde e as árvores frondosas presenteiam com saúde a quem mora em suas proximidades: “Viver em uma vizinhança arborizada pode levar a níveis mais baixos de alguns marcadores para doenças cardíacas e derrames...... Durante o estudo, de cinco anos, os pesquisadores coletaram amostras de sangue e urina de 408 pessoas recrutadas de uma clínica de cardiologia em Louisville, Kentucky.. ..... As pessoas que viviam em um ambiente mais verde tinham níveis mais baixos de epinefrina (indicando níveis mais baixos de estresse) e F2-isoprostano, um marcador da oxidação que danifica as células (indicando melhor saúde). Também havia evidências de terem maior capacidade de reparar vasos sanguíneos quando comparados com pessoas que viviam em áreas com menos vegetação nas proximidades (principalmente distritos comerciais, áreas industriais e zonas de transporte). As descobertas, publicadas on-line em 5 de dezembro de 2018, pelo Journal of American Heart Association , acrescentam pesquisas anteriores que mostram benefícios para a saúde de viver perto de espaços verdes.” (Capturado às 22:23 horas de 09/03/2019 do site da Harvard Medical School https://www.health.harvard.edu/heart-health/more-trees-fewer-heart-risks?utm_source=delivra&utm_medium=email&utm_campaign=WR20190308-BloodPressure&utm_id=1260423&dlv-ga-memberid=10887004&mid=10887004&ml=1260423)

Será que a divulgação dessa investigação poderá tocar o coração dos homens e mulheres e fazê-los amar a Natureza e parar de destruir as árvores?

domingo, 24 de fevereiro de 2019

PRIORIDADE PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL


Todo início de ano letivo há a repetição de inúmeros problemas que vão prejudicar o já débil desempenho da educação brasileira. Em 2019 não há novidades: Estados e Municípios não fizeram o dever de casa e há escolas em condições precárias, alunos sem escolas e escolas sem alunos, faltam professores, os livros didáticos não chegaram a tempo, a merenda também  falhou, o transporte funciona mal, a violência aumenta o absenteísmo em várias regiões  e assim por diante...
Foi assim também em 2014, quando o déficit de professores aparecia como o principal problema para o início do ano letivo na educação básica brasileira. 
Resolvi então, à época, escrever alguns blogs contendo ideias acerca do recrutamento de professores qualificados, de incentivos para a profissão docente e de ações emergenciais para sanar a falta de mestres em geral.
As datas dos escritos e seus títulos, disponíveis para os interessados no tema, são:
1.PROFESSOR TALENTOSO: ESSENCIAL NA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE: 17/02/2014
Um programa de TV dedicado inteiramente à educação e com ingredientes capazes de torná-lo popular, com  grande audiência, seria uma vitrine maravilhosa para as boas práticas do setor e um incentivo excepcional para o professorado.
2. SOS PROFESSOR SENIOR: 19/02/2014
Ter um corpo docente de reserva, pronto para atender emergências e que não pesasse nos cofres públicos a longo prazo, seria extremamente valioso para evitar surpresas em qualquer fase do ano letivo. Professores aposentados, ainda atualizados e desejosos de continuar a trabalhar como intermitentes, de acordo com a nova legislação laboral, podem formar esse grupo apto a suprir as lacunas já habituais nos sistemas de ensino.
3. PROFESSORES TALENTOSOS SÃO CELEBRIDADES: 21/02/2014
A conquista de talentos, para o exercício do magistério em nossa educação básica pública, encontra uma barreira inicial na situação desfavorável  em que a maioria dos professores exerce atualmente essa profissão. E esse  fato é muito divulgado pela mídia. Outras profissões, em que a maioria dos trabalhadores encontra dificuldades pessoais semelhantes, conseguem atrair grandes quantidades de pretendentes. Pela natureza dessas profissões, o diferencial parece ser a exposição quase exclusiva e exaustiva apenas daqueles que são bem sucedidos, viram celebridades que os jovens querem imitar. Professores de ponta, com uma missão social tão importante, bem que merecem o status de “celebridades”, que nunca lhes é dado. Mudar talvez seja uma solução para a falta de prestígio da carreira docente. 
 Existem profissões com maiores ou menores atrativos. Há, inclusive, aquelas que sofrem rejeição, como é o caso da carreira de professor de educação básica no Brasil atual. O professor talentoso, bem formado e motivado, é um fator de primordial importância para a educação de qualidade. Mas os jovens brasileiros talentosos não se imaginam dando aula numa escola pública de ensino básico.  Mas um bom programa de  TV dedicado exclusivamente à educação  pode mudar essa percepção negativa.                                                                                                
4. MONITOR DE HOJE É O PROFESSOR DO AMANHÃ: 24/02/2014
Monitor! Aí está uma velha ideia que ainda cabe nestes tempos de escassez de vocações para o professorado. A busca de talentos para o magistério deve começar desde cedo, no próprio ambiente escolar – o mais propício para o recrutamento e a seleção de jovens motivados para o exercício da profissão. Dentro dessa perspectiva, a instituição, nas escolas públicas de nível médio, da figura do “aluno-monitor” (ou simplesmente monitor), pode contribuir para a renovação dos respectivos quadros docentes.
Quem sabe se algum Secretário de Educação em apuros abraça alguma dessas ideias?

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

UM PROJETO PARA A PRIMEIRA DAMA


Está bem claro que a Sra. Michelle Bolsonaro deseja influir na melhoria da qualidade de vida da população que tem algum tipo de deficiência. Uma escolha que certamente merece prioridade, no âmbito do Ministério da Cidadania.
Evidentemente, há vários caminhos meritórios para que a Primeira Dama concretize a nobre missão a que se propõe. Mas em função de minha experiência, quando fui Subsecretário-Adjunto de Trabalho e Renda no Rio de Janeiro, de 2003 a 2006, sugiro um projeto que me parece ter um custo razoável e um benefício elevado: a qualificação profissional e a colocação no emprego das pessoas com deficiência.
A legislação prevê que as empresas tenham que empregar deficientes, obrigatoriamente, em  sua força de trabalho, em um percentual  variável em função do número de seus  empregados. As empresas que não conseguem cumprir essa legislação alegam que faltam candidatos com a qualificação necessária para preencher as vagas existentes.
O projeto proposto visaria exatamente eliminar esse déficit de formação para o trabalho da população com deficiência.
O primeiro passo para sua implementação consistiria na análise de ocupações mais adequadas para os candidatos, segundo seu tipo de deficiência. Essa análise permitirá, inclusive, descobrir que  em certos casos específicos há vantagens, em termos de produtividade, na admissão de portadores de deficiência sobre os demais trabalhadores.
O segundo passo seria dimensionar a demanda local para cada tipo de ocupação, de modo a quantificar o número de treinandos que frequentarão  cada curso.
A terceira etapa consistiria em recrutar e selecionar os candidatos ao treinamento, sendo conveniente utilizar entidades que habitualmente já desenvolvem atividades com essa clientela especial.
A seguir, qualificados, esses trabalhadores devem ser encaminhados ao emprego pelos Balcões ou Agências mantidos pelos Governos Estaduais e algumas Prefeituras de maior porte. Essas instituições podem estabelecer mecanismos de acompanhamento dos portadores de deficiência que forem colocados nas empresas, de modo a aperfeiçoar o projeto em suas diversas etapas.
O emprego é um dos meios mais eficazes para alcançar o desenvolvimento sócio-econômico  da população e essa é a meta maior do Governo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

RESISTÊNCIA TEM NOME: TULLIUS DETRITUS


Na política suja funciona assim:
1.       o bandido  está no poder mas quer mais -  ambiciona o poder absoluto;
2.       o bandido corrompe, suborna, chantageia e mente – faz qualquer negócio;
3.       poder absoluto corrompe absolutamente e o bandido é descoberto  - até pelo povão;
4.       o bandido perde o poder absoluto - vai se contentar com o que sobrar;
5.       não sobra nada - seus cúmplices também são repelidos;
6.       fora do poder, a solução é adotar um nome nobre:  resistência!
Para o bandido, a forma de resistência que melhor cabe em seu caráter é a intriga. Tullius Detritus sai das estórias de Asterix e entra em cena. Nisso, é craque: em um só tweet  consegue intrigar e caluniar até quatro inimigos.
Mas há vários Tullius Detritus por aí: explícitos no Congresso, aparelhados no Executivo, embuçados no Judiciário, subvencionados na grande mídia, nos blogs pagos, nas redes sociais, em todos os cantos...
Logo pela manhã, a mídia suja tenta intrigar Bolsonaro e Mourão; ontem, provocavam os ciúmes entre os filhos do Presidente; anteriormente jogaram Lorenzoni contra Guedes; e há muitos outros Chalaças de plantão.
Espero que os atuais detentores do poder se comportem como estadistas e não ouçam as intrigas sórdidas da resistência, ostensiva ou disfarçada de “amigos”. E vou inspirá-los, contando uns fatos históricos que presenciei de perto.
O Presidente Castello Branco nomeou Roberto Campos seu Ministro Extraordinário para o Planejamento e Coordenação Geral. Roberto Campos tinha um papel proeminente no Governo, por força do exercício de sua função de coordenação geral. Agindo quase como um Primeiro Ministro, logo despertou inveja e os detratores da Revolução de 1964 viram aí uma oportunidade para a intriga. Que eu saiba, na única vez que tentaram lançar a cizânia entre os dois, junto ao Presidente Castello Branco, sua reação foi tal que desencorajou qualquer outra  até o fim de seu Governo. Castello Branco era um ESTADISTA!
Vi de perto, também, as tentativas de lançar Octavio Gouveia de Bulhões contra Roberto Campos e vice-versa. Fracassadas! Os dois eram grandes amigos, fizeram uma obra reformista inigualada até os dias correntes. Dois estadistas!
Anos mais tarde, a imprensa opositora começou a divulgar insistentemente que o Ministro Chefe da Casa Civil, Golbery do Couto e Silva, era quem efetivamente mandava no Governo Figueiredo. Foi a preparação da resistência de então. O talento político e o profundo conhecimento do país davam ao Ministro Golbery uma natural liderança intelectual nas ações governamentais e essa atuação foi convenientemente explorada por seus inimigos junto ao Presidente Figueiredo.
Em outra onda de intrigas, conflitando  os Ministros “gastadores” com o guardião das chaves do cofre – que era o Ministro do Planejamento, Mário Henrique Simonsen – Tullius Detritus já tinha tido sucesso e Simonsen pediu demissão. Golbery, seu defensor, não tardou a perder poder e o cargo. Faltou ESTADISTA no Governo, encerrado melancolicamente.
Espero, para o bem do Brasil, que Bolsonaro, Mourão, Moro, Guedes, Lorenzoni  etc sigam os exemplos de Castello Branco, Campos e Bulhões.
COMPORTEM-SE  COMO VERDADEIROS ESTADISTAS

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

POSSE DE ARMA OU PORTE DE SMARTPHONE?


O que é mais ameaçador: posse de arma ou porte de smartphone???
Em  1966 eu trabalhava no IPEA (Ministério do Planejamento), chefiando seu Setor de Educação e Mão de Obra, quando recebi a visita de um especialista da UNESCO que dava assistência técnica ao INEP, órgão de estudos e pesquisas do MEC. Era o belga Jacques Torfs  com o qual, desde esse primeiro contato, foi nascendo uma colaboração profissional muito proveitosa para a educação brasileira. E para mim: aprendi muito com Jacques, além desse convívio resultar em grande amizade entre nós e nossas famílias. Ele viera para o Rio com sua Claudine e três filhos – todos pessoas  adoráveis.
Um dos trabalhos mais importantes desenvolvidos por Jacques, com a minha modesta ajuda, foi a elaboração de um projeto visando a injeção maciça e rápida de novas tecnologias educacionais no Brasil. Consistiria em dotar nosso país de um satélite de comunicações com capacidade para transmitir até seis canais de televisão e atingir todo território pátrio. A ideia era implantar o ensino a distância e o suporte à educação presencial, desde a alfabetização até o ciclo básico das Universidades, com cinco canais de TV, reservando o sexto para as rádios educativas. Durante as madrugadas o satélite seria utilizado para a transmissão de dados e outros fins, garantindo sua viabilidade econômica. O projeto custaria US$ 30 bilhões em 20 anos, aí incluídos o satélite e seu lançamento com os seguros correspondentes, todo equipamento de recepção de TV e rádio em terra, além da maciça produção dos programas que seriam veiculados para todo o sistema educacional.
Defendi esse projeto junto às autoridades brasileiras desde o fim dos anos 60 até o dia em que o expus ao Presidente Geisel, dois meses antes de sua posse, em 1974, recebendo sua opinião contrária. Nessa última tentativa meu argumento mais forte era que o Brasil tinha uma educação sofrível  mas  produzia uma televisão das melhores do mundo, veiculada para  95% dos lares do país, o que mostrava a aprovação da população. E até hoje continuamos mantendo uma educação pública de má qualidade e produzindo programas de TV do melhor nível, repetidamente ganhadores de prêmios internacionais dos mais respeitados.
O Brasil perdeu assim, na década dos 70, a grande oportunidade de injetar qualidade em seu sistema de ensino, rapidamente e a um custo  razoável, utilizando a televisão. Hoje, os tempos são outros e as redes sociais, que nos chegam pelos telefones celulares,  conquistaram a unanimidade nacional.
Em 1992 houve outra oportunidade de utilizar a TV para melhorar a qualidade de nossa educação: Walter Clark, um gênio midiático, assumiu a Presidência da Fundação Roquette Pinto, nomeado pelo Presidente Collor. Walter começou a realizar um excelente trabalho na TVE e coincidentemente me convidou para dirigir o SINRED (Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa). Fiquei até a demissão de Walter, ocorrida quando Itamar Franco assumiu a Presidência da República. Seu Ministro da Educação, Murílio Hingel,  prestou esse desserviço ao Brasil, atendendo ao pedido dos Senadores Francisco Dornelles e Paulo Alberto Monteiro de Barros que colocaram no cargo o jornalista Paulo Branco – que realmente honrou o nome e passou em branco pelo órgão. Claro que pedi demissão, assim que Walter foi exonerado. E mais uma vez a TV saiu dos planos da educação brasileira, infelizmente até hoje mergulhada na mediocridade.
Quando eu falava na excelência da TV brasileira, o que me vinha  à cabeça  era   o que se convencionou chamar de “padrão Globo de qualidade”, implantado exatamente por Walter Clark e depois sustentado por Boni. E que até hoje, apesar da crise ética e política da rede, se mantém em alguns programas de alto nível como o Globo Rural, Via Brasil, Pequenas Empresas e Grandes Negócios, Como Será etc os quais farão grande falta - se o suicídio jornalístico gradual da rede se mantiver e chegar ao desfecho que se está desenhando.
Walter Clark costumava me dizer que a Globo era perdulária e reclamava principalmente dos custos exagerados de algumas novelas. Não é a primeira vez que o endividamento excessivo vitima  o sistema. Já nos anos 90 houve uma crise financeira  séria e a falência foi evitada pela venda de ativos associada ao socorro governamental. Agora, além das finanças combalidas, a rede Globo foi tomada pelos militantes de esquerda que veiculam insistentemente mentiras e meias verdades que nem os mais fanáticos admiradores da glamorosa TV estão aguentando. As audiências despencam, a cobrança de títulos é incessante, os anunciantes estão debandando - até porque estão com suas marcas sujeitas ao boicote do povo – mas a cruzada contra o novo Governo continua cada vez mais radical. E ridícula... pois seu jornalismo perdeu totalmente a capacidade de autocrítica.
A essa decadência específica soma-se um fenômeno genérico: a supremacia das redes sociais sobre a grande mídia, o porte onipresente do celular em todas as latitudes.
Quando estavam no poder, nos últimos 22 anos, as esquerdas, em vez de coibir sofregamente a posse de arma deveriam ter proibido o porte do smartphone! Perderam as eleições! 
Aliás, como escrevi em blog de 2017, creio, o Ministério da Educação deveria manter um grupo técnico permanente de alto nível, encarregado de criar e aperfeiçoar uma “pedagogia do celular”, utilizando-o intensivamente, dentro e fora da sala de aula, com programas educativos atraentes. Se assim não o fizer estará repetindo o erro fatal, cometido com a TV nos anos 70.



segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

EDUCAÇÃO OPRESSORA



Ao abrir e assistir ao vídeo acima o leitor desvenda os caminhos obscuros que a educação brasileira percorreu nos últimos 22 anos de governos esquerdistas que aparelharam nossas escolas em todos os níveis, preparando a tomada do poder pelos opressores comunistas, cujas experiências fracassaram em todo mundo, em todos os tempos. Gostaria muito de saber o nome da brilhante professora, que em sua sábia fala, desmascara o charlatanismo de Paulo Freire e seus seguidores – melhor seria dizer cúmplices.
Teremos muito trabalho para desfazer a escravização das mentes jovens pelos professores militantes de esquerda - esses verdadeiros terroristas do espírito.

VIAGEM AO PASSADO

O Irã está na moda e minhas recordações daquele país mais vivas do que nunca... Estive no Irã em 1976, para participar da Conferência In...